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"Em setembro quando chove chegam as
flores as cores e os cheiros na
terra.
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Assim é um dia de teatro espontâneo
no palco cósmico do celeiro.
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As palavras chovem da platéia e
fertilizam o diretor e os atores.
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Brota ali vida, ação, sentidos e
emoções
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E como faz
para chover?
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Simples
receita.
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Gira a terra enquanto o imperfeito
vai a se aperfeiçoar.
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Aquece um, aquece outro, aquece
todos.
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Aquecemos e aquecidos transpiramos
histórias.
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As histórias transpiradas formam
nuvens de cenas desejosas de ação.
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Então entre sopros e ventos chovem
em gotas as palavras.
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Em setembro quando chove chegam
cenas, músicas e poemas.
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Assim é um dia de teatro espontâneo
na terra do celeiro...
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Chuva encontrando terra;
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Vida encontrando vida;
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Gente encontrando gente."
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